é tão mais fácil ficarmos sem nada dizermos um ao outro, mil anos,
do que dizermos amo-te dois minutos que forem...
ambos falamos ao mesmo tempo que são apenas corpos...
mas ao mesmíssimo tempo sabemos que ambos,
não somos assim..
então, há qualquer coisa de estranho...
algo mais acontece..
tu,
corda bamba de apenas uma coisa...
eu,
trapézio de tudo...
do som azul da neve, só eu sei que lhe chamo uma outra cor...
e em tantos segredos na criança que sou,
só eu sei guardar sorrisos...
por isso,
não os reparto...
por isso, não os divido...
escondo-os em túmulos sem chaves e a combinação que os abre,
é uma sombra em forma de boca do outro lado mais longe da lua...
só eu sei esconder promessas ao mesmo tempo...
e falar até tão tarde o que nos mete tanto medo...
e eu,
acho que nunca tive uma lágrima como esta...
é tão fácil deitar o corpo...
e se a alma não descansa?
eu e o meu nome,
são pensamentos que não dormem...
se pousares a tua mão na minha,
nascem aventuras e eu não quero falar sobre nada...
não quero falar disso...
só eu sei, se tivermos cuidado por onde pisamos,
só tu e eu,
podemos descer do céu...
se eu disser: amo-te!... o adeus é sempre mais lento,
é sempre mais triste...
o segredo só pode estar onde nunca te esqueço...
apresso a respiração de te encontrar,
nesta talvez estranha despedida de meio sono,
já que tenho a certeza que cada vez menos durmo...
tu não queres saber aceitar que já não temos,
que já não nos sobram os dias...
mas eu sei, que já não são possíveis...
só eu sei...
e???...
e nós???
eu e tu???...
quanto vamos conseguir?...
continuar?...
ficar?...
permanecer?...
quem primeiro vai partir??...
quem primeiro vai morrer??...
UM ADEUS!...
NÓS SABEMOS,
QUE ENTRE NÓS,
É SEMPRE ESTRANHO DEMAIS!...
É CADA VEZ MAIS SEMPRE IMPOSSÍVEL!!!...

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