...

sábado, 5 de janeiro de 2013


Publicada por HugoM à(s) 14:49 Sem comentários:
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Mensagens mais recentes Mensagens antigas Página inicial
Subscrever: Mensagens (Atom)

Acerca de mim

A minha foto
HugoM
Ver o meu perfil completo
estás distante dizes-me...
desloquei-me do mundo onde começam as sombras elegantes...
mas o sonho é apenas um coração índrico...
depois,
todas as tempestades furiosas,
e o mundo já não me desliza...
a ferocidade colorida de regresso a mim...
tens o ar de um luar lindo, pensei...
até alcançar a metamorfose magnífica das árvores,
e o casulo do sono é uma pérola eterna
e de repente,
ele,
o início do mundo
mudou de sítio...
queria tanto ter-me colo e agasalhar a explosão das estrelas em sobressaltos mimos
e permitir o estalar do vento,
esperando os barcos azuis que te aguardam...
os olhos densos
inventariam janelas famintas e
numerosos jardins...
agora,
só tu me restas...
que merda!!...
só tu no meu graníctico movimento me perguntas subterrânea:
- escreveste?
e eu, concentro-me
e por onde morrem os rumores luminosos,
os lírios,
e os astros!...
respondo-te:
- estou distante!!...
HÁ UMA SOMBRA A GEMER EM MIM...


escrevo-te...
permito-me fazê-lo sem contextos, sem formas de juntar
cada conteúdo das palavras que te invento..
falar de mim, de quem sou...
beber... do que falo... porque me é alimento...
por onde os néons me procurassem em horas tardias,
bebendo um trago de noite,
e as bebedeiras dos dias...
vou te falar do desencanto e da prostituição em que me assento...
quero ter uma voz diferente longe do sono,
exausta,
quando a noite é um silêncio profundo...
quero-me ser doente...
quero falar-te do meu mundo...
quero escrever-te sem exactidão de palavras completas,
uma a uma...
que és a estrada nocturna no alcatrão das minhas letras...
consumo o frémito do meu terminar como líquido...
quero te falar, quero te levar para dentro do meu excesso...
mas eu sei... tu queres saber tudo!!...
deixa-me falar-te de um elegante suícidio...
as águas movem-se delicadas como ruas,
a cada passeio, a cada calçada tua...
deixa-me falar-te de ausências...
deixa-me dizer-te a lua...
todo o meu corpo é um espaço ensanguentado do teu,
transformado volume, espelho perfeito do meu...
o mesmo desenho,
a mesma forma,
a mesma imagem,
a mesma saudade que a minha boca bebeu...
eu já te tenho!!
só tu me faltas encontrar,
no fundo da noite...
só tu me faltas achar...


manchaste-me tanta nascença
no amor do meu ventre...
deparo-me no fio do lume contra o peito...
e porque te esqueces, teimas tanto em esquecer
um amor antigo, que é o teu fogo que te estilhaça?
chama-lhe o nome,
e a flutuação inantíngivel dos teus alvéolos
e todos os segredos...
porque temes?
são apenas rubros estrondos contínuos
e areias tristes...
lembras-te como era tão fácil separar a bruma dos seios lentos
à procura das margens inacessíveis?...
só eu sei que procuras o emaranhado percurso
de um outro nome que teimas em te lembrar...
só eu sei que só ele te flutua...
só ele te debruça...
agora sei,
por quem a tua íris fabulosa, apenas fotografa,
na grande tela dos teus olhos filosofais...

da boca desprendida se afloram os mais perfeitos jasmins,
tocando morosos o meu mundo interior agora exposto
e os céus de aquáticos nocturnos se enchem de beijos...
como se o sol fora do medo
se pudesse encher de espelhos frágeis...
encontrarás o girassol à deriva
e a flor masturbada sobre ti...
o silêncio do seu sono era quente
e de sal o seu ventre...
mas hoje,
o interior do teu mundo era triste e repleto de sangue...
hoje,
brincaste por cima de uma branca constelação da minha pele
que não amanhece...
e quase me esqueci que tanto perigo tremeluzia,
bruxuleante como uma pequeníssima luz,
a asfixia e o presságio...
e tanto que ele te fugiu...
a magra ternura das tuas mãos encaixaram-no penumbras
e veio o mimo,
pedaço por pedaço, e só eu sei que foi decalque perfeito
um do outro... percorrido da haste à flor na ponta da língua,
na superfície da manhã...
depois nasceu a explosão da luz
e a excessiva torrente da águas...
quentes...
encontrarás o lírio à deriva
e a pétala masturbada sob ti...
a carícia da palavra...
a ternura da voz...
o mimo do olhar
e o som de um beijo...
infinito...


Arquivo do blogue

  • ▼  2013 (1)
    • ▼  janeiro (1)
  • ►  2012 (34)
    • ►  dezembro (4)
    • ►  setembro (3)
    • ►  agosto (4)
    • ►  julho (6)
    • ►  junho (17)
Com tecnologia do Blogger.