sexta-feira, 14 de setembro de 2012


photo by bruno sequeira
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desarrumado encontrarás o peito quando irónicamente o cobrires...
tanto gozo de vires até ele deslocada de incertezas,
eu sei...
ele é o teu brinquedo e ambos sabemos que comemos a lúcidez de sê-lo...
sempre a mesma dificuldade de ser o teu domínio,
inventar uma desculpa e não ser uma outra coisa qualquer senão o teu escravo e tão precioso objecto...
se o sono não mirrasse,
era sempre sol,
era sempre sombra...
e sempre que te perco,
há-de ser sempre luz estendida na superfície de um chão de esperma e eu,
nunca soube que te perdia...
" e nós?... "
nós,
é a medida de percorrer as águas ou a velocidade de qualquer vento... " por definição, uma medida de velocidade da distância percorrida em função do tempo."
é algo continuamente marítimo e só eu não entendo porque somos  limbos... gemidos... só eu não entendo porque somos desertos...
" e nós?... "
nós,
são cordéis exalando desastres macios altíssimos ou
" um método de apertar ou segurar um material linear por amarração ou intrelaçamento. "
deitar-me tarde é onde o mar nunca chegou sangue e ter a morada da tua asa quase pronta...
sementes de percorrer o teu rasto precário por onde me aventurei para tanto iluminado nada...
é algo sucessivamente aquático e só eu não entendo porque somos limos... gestos... só eu não entendo porque somos dunas...
e agora nós??...
agora a insónia...
agora a ausência do conforto...
agora, tu e eu...
agora nós e a profecia do silêncio...

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