tão pouco tempo têem estes seres à luz do cais...
denunciam-se tanto no paredão dos olhos verdes...
não sabem nada de mim,
mas parece que me conhecem as ondas...
estranho farol do ópio
sobre o diálogo das marés e a superfície do mesmo fundo.
são prateados reflexos e tão pouco no mundo...
trouxeram-me a sabedoria de quem és...
acabo sempre em ti,
esta raiva aquática de terminar qualquer palavra,
qualquer líquido assunto,
acabo sempre de me explicar em ti...
ela era tímida no sentar de únicas expressões...
ele,
altivo tomou conta dos mesmos corações...
percorres-me com o teu tempo todo,
com águas curiosas de ti,
mas,
como sempre não vês...
não dás por mim...
não te revês...
também no último luar fúnebre,
não dás por ti...
só te interessa a melodia de todas as cores...
e tu,
vestida de negro, despistes as unhas azuis...
e só amas a certeza de quem te espera...
de quem possuis...
eles eram tudo!...
eu redondo nada...
- és a carência toda!
pensavas tu, TONTA!!
e tu, toda sombra calçaste a cor de tanta madrugada...
escutei cada arrastar desse teu andar para longe de mim.
demoraste-te sábiamente...
só tu sabias que apenas eu te podia escutar...
és-me tanto, do tanto te amar...
só tu não sabes, não queres entender...
que quando te entrego, não desisto...
rendo-me ao perfume de um banho mais cedo,
e de quem te aguarda não sabe o imenso que pode ainda acontecer...
" don't you wanna see me?
yeah, i wanna go out and have something nice to eat
i wanna eat you up
i don't care where
as long as there's no one else around
yes, i'd like to touch you
and i guess you want to love me, too
my baby, that's all right
as long as there's no one else around"
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